"A VELOCIDADE É UMA ARMA!! E EU NÃO TENHO DINHEIRO"
Cruzar zonas abordo do coletivo de número 175 é bizarrice garantida... probabilidade de 50%... situações invitáveis para quem visita a barra sem poder aquisitivo alto o suficiente para se motorizar...
Me entra um cidadão na condução, senhor de bigode estição madruguinha, digamos que levemente embrigado. Ele sobe as escadas e grita "A VELOCIDADE É UMA ARMA!! E EU NÃO TENHO DINHEIRO"... repete isso umas 4 vezes pro motorista e pro trocador... que não entendem porra nenhuma... ele fica ali... parado na frente do ônibus... uns 10 minutos, quando o trocador pergunta se ele não vai passar... é ai que ele indaga "Como eu já disse assim que entrei, eu não tenho dinheiro".
O trocador fica revoltado e se dá início a discussão... passa aí uns 20 minutos... só que o bêbado tava tão bebado que pra provar para o trocador que não tinha um real na carteira, pega a mesma e abre... e para sua surpresa lá estava... ela... a nota de 2 reais... a garantia da minha paz... a volta do meu silêncio... pois bem, a criatura paga o seu direito de transporte... mas se recusa a passar pela roleta... sim, ele quer ficar em pé na frente... ai você coloca mais uns 30 minutos de discussão do trocador tentando convencer ele a passar a roleta e se sentar... até que chega o ponto do sujeito... ele tenta sair pela frente, vê que a porta está fechada fisicamente impossível de se retirar, então passa a roleta a muito contra gosto e vai para a sua residência ou habitat natural...
incrível... demais... contos do 175


